Alguém me falou de amor, mas ao certo mesmo, ninguém sabe o que é o amor. Na verdade sabe-se sim, mas não é algo que dê para explicar com palavras.
Muita gente confunde amor com paixão, desejo, mas o amor não é feito apenas destas coisas. Notem, elas fazem parte do amor, mas não são a mesma coisa que ele. É tipo aquela história de 'todo quadrado é um retângulo, mas nem todo retângulo é um quadrado', sabe?
O amor é um querer-bem maior que todos os outros sentimentos e por este mesmo motivo não é possível controlá-lo. Amar é querer ver o outro feliz em qualquer circunstância, mesmo que não seja com você. É torcer para que nada de mal aconteça com a pessoa amada, é ficar feliz nos momentos felizes e igualmente triste nos momentos tristes.
Mais que saber ouvir, é saber sentir junto. É se colocar no lugar do outro mesmo suportando um pouco da dor por isso. É saber dizer 'sim' e 'não' nos momentos apropriados e não simplesmente concordar com o outro o tempo inteiro.
É dar bronca, chamar atenção e fazer o outro ver que nem sempre está certo. Amar também é compreender [...]
Uma típica parada de ônibus em Natal
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| "Parada" de ônibus na Av. Prudente de Morais em Natal |
Essa é uma típica parada de ônibus em Natal: um poste (sim, só o poste, porque nem sempre tem a plaquinha indicando). Agora imagine você, meio-dia, sob um Sol de mais de 30ºC esperando um ônibus. É isso que os usuários do transporte público tem de enfrentar todos os dias na Capital do Sol.
Passei alguns dias no Paraná e pude ver de perto que é possível, sim, ter um transporte público de qualidade administrado pelo Município. Falo isso pois em Natal as linhas de ônibus são geridas por empresas privadas e, ainda assim, o transporte é (muito) precário.
Estive primeiramente em Maringá, cidade com uma população um pouco menor que a de Natal, porém com um transporte público eficiente, onde os ônibus tem hora certa para sair e chegar nos pontos de parada. Um sonho para quem às vezes passa horas esperando um ônibus em Natal, detalhe: sem saber se vai passar!
Depois passei alguns dias em Curitiba, cidade grande, com dois milhões de habitantes, porém que tem seu transporte público totalmente baseado em ônibus. Acho importante frisar isso, pois já havia ido ao Rio e São Paulo, e nelas os ônibus são apenas complementares no Transporte Público, visto que o metrô é o principal meio utilizado. Apesar disso, os ônibus de Curitiba foram pensados como uma espécie de "metrô de superfície" dividindo-se em linhas por cor: azul, amarela, laranja, verde, vermelha e cinza, além das linhas especiais.
A tarifa na capital paranaense é um pouco mais cara que a de Natal, custa R$2,70, porém as estações tubo e os terminais de integração permitem que os usuários se desloquem para os diversos pontos da cidade pagando apenas uma passagem. Além disso, no domingo a tarifa é reduzida o dia inteiro (R$1,50 atualmente), um incentivo para as pessoas saírem de casa e curtirem a cidade no fim de semana.
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| Estações Tubo e Ônibus Articulados em Curitiba/PR |
Em Natal paga-se R$2,20 e o único "benefício" que temos é uma integração temporal de 50 minutos que pode ser realizada apenas entre os ônibus que não saiam do mesmo terminal (informação que boa parte dos usuários desconhece). Hoje, com o trânsito caótico que a capital do RN enfrenta, para se deslocar entre a maioria dos pontos da cidade leva-se, pelo menos, 1h30 (inclusive de carro) e não precisa estar em horário de pico para isso.
Na capital do Paraná há muitas faixas exclusivas para ônibus e boa parte da frota é de veículos articulados, que possuem dois ou até mesmo três vagões para transporte de passageiros. Esses ônibus possuem um letreiro interno com áudio que informa qual a próxima estação, por quais portas será realizado o desembarque e com quais ônibus você poderá fazer integração naquele ponto.
Em Natal só existe um trecho com faixa exclusiva para ônibus (a Av. Bernardo Vieira), porém ela não possui integração com nenhuma outra via expressa, causando gargalos críticos no seu início e fim (imagine três faixas se transformando em duas, sendo que os ônibus tem que passar da faixa da esquerda para a direita e os veículos baixos o contrário, tudo isso ao mesmo tempo. Não tinha como dar certo, né?).
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| Av. Bernardo Vieira: a única via "expressa" para ônibus em Natal |
O que falta é vontade política para levar a licitação do transporte público de Natal adiante, licitação esta que se arrasta desde 2009 sem previsão de acontecer, emperrada por um "estudo" que parece não ter fim. Enquanto isso quem sofre é a população que depende dos ônibus para se deslocar na cidade, enfrentando a superlotação, insegurança, atrasos e engarrafamentos diariamente. Já virou clichê, mas diante de toda essa situação me pergunto: é essa cidade que vai sediar a Copa?
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
TEMPO
Pode-se dizer que é extremamente complexo, esperamos tanto para algo acontecer, e tudo isso em torno de segundos, minutos, dias, semanas, anos. A conclusão é que os conceitos de muito e pouco são relativos, afinal quanto tempo pode ser considerando muito?
O quanto temos que esperar para ver as coisas darem certou ou errado? Ficamos nos apegando a um "fiozinho" de esperança e às vezes vale a pena, mas e quando não vale? O que fazer?
Só restam duas coisas: frustração ou bola pra frente, your choice. A verdade é que passamos a maior parte do TEMPO pensando no se: ah se eu tivesse dito, se eu tivesse ido, se eu não tivesse feito...
É sempre o se, e quando deitamos a cabeça no travesseiro nos vem um filme à cabeça, pensando nas escolhas que poderíamos ter feito, então vemos várias historias de amor, de casais, que passaram anos esperando um pelo outro e no final deram certo, ou do cara bem humilde que ficou rico, e coisas do gênero.
E então, como o enigma da esfinge, eu pergunto: Como a gente sabe que vale a pena esperar?
O quanto temos que esperar para ver as coisas darem certou ou errado? Ficamos nos apegando a um "fiozinho" de esperança e às vezes vale a pena, mas e quando não vale? O que fazer?
Só restam duas coisas: frustração ou bola pra frente, your choice. A verdade é que passamos a maior parte do TEMPO pensando no se: ah se eu tivesse dito, se eu tivesse ido, se eu não tivesse feito...
É sempre o se, e quando deitamos a cabeça no travesseiro nos vem um filme à cabeça, pensando nas escolhas que poderíamos ter feito, então vemos várias historias de amor, de casais, que passaram anos esperando um pelo outro e no final deram certo, ou do cara bem humilde que ficou rico, e coisas do gênero.
E então, como o enigma da esfinge, eu pergunto: Como a gente sabe que vale a pena esperar?
Autora: Renata Cortês
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sexta-feira, 26 de abril de 2013
Malafaia, Homossexualidade, PLC 122, Bíblia e outras coisas...
Antes de mais nada, gostaria de dizer que as opiniões contidas no artigo abaixo são de caráter estritamente pessoal e dizem respeito ao meu conhecimento sobre os assuntos em questão. Fique à vontade para concordar ou discordar do texto e também expressar seu ponto de vista, afinal vivemos em sociedade e, para mim, uma sociedade de verdade só se constrói através do diálogo.
Muito tem se falado nas redes sociais (virtuais e físicas) sobre a entrevista que o pastor Silas Malafaia, fundador da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, concedeu à repórter Marília Gabriela no domingo passado (03/02) em seu programa De frente com Gabi. Antes de emitir minha opinião a respeito, assisti não só a entrevista na íntegra, mas também outros vídeos de resposta ao pastor, além de vários textos que estão circulando na Internet.
Irei me deter, basicamente, à parte da entrevista em que Malafaia fala sobre os homossexuais, uma vez que não me interessa quanto ele tem em sua conta bancária, nem o que fez para conseguir os bens que possui. Pois, se os obteve de alguma forma ilícita, cabe às autoridades competentes investigá-lo e condená-lo, ou não, se for o caso.
No início do segundo bloco do programa, Silas faz referência à alguns conceitos e pesquisas da área da genética sobre a questão da homossexualidade. Sobre esta parte, nada melhor do que alguém da área para responder e contestar quase que inteiramente o que foi declarado pelo pastor no programa de entrevistas. Aos que ainda não viram, recomendo que assistam ao vídeo abaixo.
Em seguida, Silas Malafaia entra na questão dos direitos reivindicados pelos homossexuais no Projeto de Lei da Câmara 122/2006, de autoria da ex-deputada federal Iara Bernardi. Em relação a isso, recomendo este vídeo (não vou incorporá-lo ao post por ser muito longo, mas vale a pena assistir) do advogado Paulo Iotti rebatendo as declarações do líder religioso, uma vez que Silas baseia sua argumentação em trechos que não estão mais presentes no atual texto do PLC 122.
Ainda nesta parte da entrevista, Malafaia diz que a Constituição atual garante a igualdade de direitos entre todos os cidadãos do nosso país, o que realmente deveria acontecer, mas sabemos que na prática, infelizmente, não ocorre. Por isso a necessidade de atualizar não só este trecho da nossa carta magna, mas inúmeros outros.
Em resumo, acredito que não só os homossexuais, mas todo cidadão tem o direito de reivindicar suas convicções, desde que não viole o direito dos outros, perca a razão e parta para a ofensa, como no episódio relatado pelo próprio pastor, em que seu nome foi escrito com uma suástica. Em todo movimento social, há sempre pessoas mais radicais e que não medem seus atos e palavras, ou se acham no direito de fazer o que bem entendem para afirmar sua opinião. Sou totalmente contra este tipo de atitude, seja ela de quem for. São pessoas como estas que acabam por deslegitimar a essência de vários protestos (vide atos de vandalismo na #RevoltaDoBusão em Natal no ano passado).
Chegamos, então, à parte em que Malafaia se baseia na Bíblia para fundamentar seus argumentos, onde me sinto bem mais à vontade para argumentar, por minha experiência como missionário. Como Cristão, acho que o pastor deveria valorizar um pouco mais os Evangelhos e a mensagem transmitida por Jesus. Não que os outros livros da Bíblia estejam ultrapassados e também não tenham seus ensinamentos, porém alguns conceitos já foram superados há séculos (sobretudo os do Antigo Testamento, readaptados pelo próprio Cristo).
Logo de cara Silas diz que a Bíblia dá autoridade para condenar os pecados. Jesus nos mostra exatamente o contrário. Em Mateus 7, 3-4 Ele nos fala através de uma parábola "3. Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? 4. Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu?" - Com isso Jesus afirma que não nos compete apontar e condenar os pecados de ninguém, mas somente a Deus. E mesmo o próprio Deus não quer condenar ninguém, mas antes fazer com que os pecadores O descubram em Sua infinita misericórdia e deixem para trás, por conta própria, tudo que não provém d'Ele.
Jesus não fazia distinção entre as pessoas, ao contrário, acolhia os socialmente excluídos mostrando-os o infinito amor do Pai, ainda que os Fariseus condenassem tais atos. Leprosos, paralíticos, samaritanos, prostitutas, cobradores de impostos: a todos Cristo ouviu e mostrou o Caminho a seguir, sem pré-julgar nenhum deles ou condená-los por seus atos.
Tanto que no versículo 21 de Mateus 7, Cristo nos adverte "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus". E qual a vontade do Pai? Jesus nos fala em Marcos 12, 30-31: "30. Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. 31. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior que estes não existe".
Dando sequência à entrevista, Gabi questiona Malafaia sobre a capacidade de um casal gay criar um indivíduo e torná-lo igual a qualquer outro com seus direitos e deveres, ao que o pastor responde que não acredita nessa possibilidade. Então me pergunto: se há inúmeros pais e mães solteiros(as) que criam seus filhos e garantem sua educação e dignidade como qualquer outro cidadão, dando total suporte e valores como Família, porque um casal do mesmo sexo não tem a capacidade de fazê-lo igualmente?
Em seguida o próprio Silas diz como agiria caso tivesse um filho homossexual. Marília Gabriela entra no embate, até que o pastor solta de forma irônica a polêmica frase, que tornou-se meme na rede: "Eu amo os homossexuais como amo os bandidos, amo assassinos", colocando a homossexualidade em pé de igualdade com essas outras práticas. Fica subentendido que o líder religioso criminaliza o amor neste caso pelo simples fato de não provir da relação entre um homem e uma mulher.
Até mesmo a Igreja Católica, taxada de conservadora por não ser favorável à união matrimonial entre pessoas do mesmo sexo, deixa claro que não se pode excluir socialmente as pessoas por sua condição sexual, como podemos observar no Youcat nos números 415 e 65: "415 [...] A Igreja acolhe sem reservas as pessoas que se sentem homossexuais e rejeita qualquer forma de discriminação. 65 [...] Ela deve respeito e amor a todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual, por que são todas respeitadas e amadas por Deus".
Quem pode dizer, então, que os gays não herdarão o Reino dos Céus, se o próprio Deus os acolhe e os ama sem distinção? Como o líder de uma igreja cristã pode alimentar a discórdia entre héteros e homossexuais, atentando contra o mandamento de amor deixado por Jesus Cristo? Parece-me que o pastor Silas Malafaia não conseguiu compreender integralmente a mensagem deixada pelo Filho de Deus.
Finalizo o post deixando como reflexão uma imagem que encontrei enquanto estava realizando pesquisas para escrever este artigo. Até mais e fiquem com Deus!
Logo de cara Silas diz que a Bíblia dá autoridade para condenar os pecados. Jesus nos mostra exatamente o contrário. Em Mateus 7, 3-4 Ele nos fala através de uma parábola "3. Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? 4. Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu?" - Com isso Jesus afirma que não nos compete apontar e condenar os pecados de ninguém, mas somente a Deus. E mesmo o próprio Deus não quer condenar ninguém, mas antes fazer com que os pecadores O descubram em Sua infinita misericórdia e deixem para trás, por conta própria, tudo que não provém d'Ele.
Jesus não fazia distinção entre as pessoas, ao contrário, acolhia os socialmente excluídos mostrando-os o infinito amor do Pai, ainda que os Fariseus condenassem tais atos. Leprosos, paralíticos, samaritanos, prostitutas, cobradores de impostos: a todos Cristo ouviu e mostrou o Caminho a seguir, sem pré-julgar nenhum deles ou condená-los por seus atos.
Tanto que no versículo 21 de Mateus 7, Cristo nos adverte "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus". E qual a vontade do Pai? Jesus nos fala em Marcos 12, 30-31: "30. Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. 31. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior que estes não existe".
Dando sequência à entrevista, Gabi questiona Malafaia sobre a capacidade de um casal gay criar um indivíduo e torná-lo igual a qualquer outro com seus direitos e deveres, ao que o pastor responde que não acredita nessa possibilidade. Então me pergunto: se há inúmeros pais e mães solteiros(as) que criam seus filhos e garantem sua educação e dignidade como qualquer outro cidadão, dando total suporte e valores como Família, porque um casal do mesmo sexo não tem a capacidade de fazê-lo igualmente?
Em seguida o próprio Silas diz como agiria caso tivesse um filho homossexual. Marília Gabriela entra no embate, até que o pastor solta de forma irônica a polêmica frase, que tornou-se meme na rede: "Eu amo os homossexuais como amo os bandidos, amo assassinos", colocando a homossexualidade em pé de igualdade com essas outras práticas. Fica subentendido que o líder religioso criminaliza o amor neste caso pelo simples fato de não provir da relação entre um homem e uma mulher.
Até mesmo a Igreja Católica, taxada de conservadora por não ser favorável à união matrimonial entre pessoas do mesmo sexo, deixa claro que não se pode excluir socialmente as pessoas por sua condição sexual, como podemos observar no Youcat nos números 415 e 65: "415 [...] A Igreja acolhe sem reservas as pessoas que se sentem homossexuais e rejeita qualquer forma de discriminação. 65 [...] Ela deve respeito e amor a todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual, por que são todas respeitadas e amadas por Deus".
Quem pode dizer, então, que os gays não herdarão o Reino dos Céus, se o próprio Deus os acolhe e os ama sem distinção? Como o líder de uma igreja cristã pode alimentar a discórdia entre héteros e homossexuais, atentando contra o mandamento de amor deixado por Jesus Cristo? Parece-me que o pastor Silas Malafaia não conseguiu compreender integralmente a mensagem deixada pelo Filho de Deus.
Finalizo o post deixando como reflexão uma imagem que encontrei enquanto estava realizando pesquisas para escrever este artigo. Até mais e fiquem com Deus!
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domingo, 10 de fevereiro de 2013
"A bença, mãe"
Minha família é de maioria católica, então desde pequeno fui educado a pedir a benção aos meus pais e familiares. Apesar de já ter crescido e tudo, ainda continuo pedindo a benção a todos da minha família, fato este que já não acontece com boa parte dos jovens que conheço.
Parando
para pensar hoje, dia em que um tio meu que já não via há muito tempo
foi à minha casa, percebi que dependendo da pessoa e, às vezes, da
situação, eu era abençoado de maneira diferente.
Desde o comum "Deus te abençoe", passando pelo "Deus te dê saúde", do meu tio; ou "Deus te dê uma boa sorte", da minha tia; ou "Deus te crie para o bem", da minha avó; ou ainda "Deus te dê juízo", de quando levava bronca.
Agora
de todas as bençãos que recebi durante todos estes anos, a que marcou
mesmo a minha vida, a benção que eu mais gostava (e ainda gosto) de
ouvir é a da minha mãe: "Deus te faça FELIZ".
Me lembro de que quando eu era pequeno e ela ia me deixar na escola eu não sossegava enquanto ela não dissesse "Deus te faça feliz". Eu ficava repetindo sem parar "a bença" até ela dizer a benção certa. Era muito engraçado.
Por
isso, não deixem que esta tradição morra. Continuem pedindo a benção
aos seus pais e familiares. É um gesto simples, que não custa nada e
demonstra respeito, coisa que anda faltando muito neste mundo.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
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